Introdução
Ninguém sabe ao certo. Mas o mundo inteiro usa o que ele (ela ou eles) deixou/deixaram.
O Bitcoin nasceu em 2009 e mudou para sempre o jeito de pensar o dinheiro. O nome por trás da criação é Satoshi Nakamoto. Só isso. Nenhuma foto, nenhum rosto. Satoshi é um pseudônimo e a verdadeira identidade da pessoa ou das pessoas é desconhecida até hoje.
Um e-mail. Um PDF. E uma ideia tão poderosa que sobreviveu ao próprio criador.
1. O começo
Em 31 de outubro de 2008, Satoshi enviou um documento para um pequeno grupo de programadores.
Chamava-se “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System.” Era o plano de uma moeda totalmente digital, sem bancos ou intermediários. Poucos meses depois, o primeiro bloco foi minerado. A partir dali, nada mais seria igual.
O sistema funcionava sozinho. Transparente. Livre. Um código aberto para quem quisesse participar construído em cima de uma tecnologia revolucionária para a época, chamada de Blockchain.
2. Quem é Satoshi Nakamoto?
Ninguém sabe. Pode ter sido um homem. Uma mulher. Um grupo.
Os e-mails e fóruns mostram alguém técnico, direto, com domínio de economia e criptografia. Satoshi trocou mensagens com outros desenvolvedores até 2010. Depois, sumiu.
Desde então, surgiram nomes, porém tudo é especulação, nada de concreto ou baseado em provas. Entre eles:
– Hal Finney, o primeiro a receber Bitcoin.
– Nick Szabo, autor de estudos parecidos.
– Dorian Nakamoto, confundido por acaso.
– Craig Wright, que diz ser Satoshi, mas nunca provou.
Teorias, só isso.
3. O que ficou de pista
Pesquisadores analisaram o estilo de escrita, o fuso horário das mensagens e até o código-fonte. Tudo indica alguém entre Reino Unido e costa leste dos EUA. Nada confirmado.
O código mostra domínio de C++ e uma lógica meticulosa. Mas nada revela quem realmente é o criador. Satoshi apagou seus rastros com precisão.
4. O desaparecimento
Em abril de 2011, ele enviou seu último e-mail. Disse apenas: “Segui em frente com outras coisas.”
E nunca mais respondeu. O Bitcoin, porém, continuou crescendo. Sem um líder. Sem comando. O sistema se manteve — provando que não dependia de ninguém.
5. O tesouro silencioso
Estima-se que Satoshi tenha minerado cerca de 1 milhão de bitcoins. Essas moedas nunca foram tocadas. Nem vendidas, nem movimentadas. Se ele ainda vive, poderia ser um dos mais ricos do planeta. Mas parece nunca ter se importado.
Essa ausência de ganância reforça o ponto central: o Bitcoin foi feito para ser de todos.
6. Por que o anonimato é importante
Sem um criador público, o Bitcoin não tem dono. Ninguém pode ser processado, censurado ou manipulado. A confiança está no código, não em uma figura central.
Essa é a essência da descentralização:
– O poder distribuído entre os usuários.
– O sistema não morre com seu criador.
Satoshi sumiu, mas deixou um caminho aberto.
7. E se ele voltasse?
Seria histórico e perigoso. Se movesse suas moedas, o mercado reagiria de imediato. Talvez o preço despencasse.
Mas a verdade é que Satoshi dificilmente voltará. E talvez essa seja a melhor parte da história.
O Bitcoin virou o que ele queria: autônomo, independente, humano.
Conclusão
O criador do Bitcoin permanece um mistério. Mas a ausência dele é parte da genialidade do projeto. Nenhum rosto, nenhum governo, nenhuma assinatura. Apenas um código que roda há mais de uma década, bloco após bloco, sem parar.
Satoshi desapareceu.
Mas o Bitcoin continua.
Vinícius Porazza Dias
MTB 66657/SP
Links úteis
CoinMarketCap – Histórico do Bitcoin


